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Manual de Fidelidade

O que esta plataforma simula de verdade, o que aproxima e o que apenas responde.

Num simulador de treinamento, a pior falha possível não é uma função faltando — é o aluno aprender algo falso e levar para o equipamento real.

Limite declarado é fronteira. Alegação sem lastro é dívida.

Nada aqui está escrito para impressionar. Cada linha marcada como simulada tem teste que a sustenta; cada limite está declarado com o motivo.

Como ler

SIMULADOO motor modela o comportamento. Configurar errado quebra a conectividade, e o erro explica o porquê. PARCIALModelado com simplificação declarada. Serve para aprender o conceito; não serve para medir. RESPONDE, NÃO SIMULAO comando é aceito e devolve saída plausível, mas não altera o comportamento da rede. AUSENTENão existe. O comando é recusado, ou a função não é oferecida.

A suíte passa de 500 testes automatizados, com controles negativos que quebram a configuração de propósito e exigem que a rede falhe.

1. Camada física (L1) — SIMULADO

ComportamentoSituação
Estado administrativo (shutdown / no shutdown)SIMULADO
Link up/down e propagação para o vizinhoSIMULADO
Caminho físico entre dispositivos (existe cabo?)SIMULADO
Latência e perda por caboSIMULADO
Velocidade/duplex como efeito no encaminhamentoAUSENTE

Não há fila, jitter, banda ou congestionamento. O motor responde "chega ou não chega, e por quê" — não "quão rápido".

2. Camada 2 (L2) — SIMULADO

É a camada mais completa da plataforma.

ComportamentoSituação
VLAN de acesso por portaSIMULADO
Trunk 802.1Q com lista de VLANs permitidasSIMULADO
Native VLAN (frame sem tag)SIMULADO
Subinterface dot1q — router-on-a-stickSIMULADO
Domínio de broadcast por VLAN (flood)SIMULADO
Porta STP em blocking descarta dadosSIMULADO
Porta sem VLAN não encaminha nadaSIMULADO
Eleição de raiz e convergência do STP em tempo realPARCIAL
Port-Channel/LACP — bundle de 2+ links casadoSIMULADO

Porta "morta por padrão". Um switch recém-criado não encaminha nada até você atribuir VLAN às portas. Não existe VLAN 1 fantasma — é assim no equipamento de fábrica.

STP é estado, não convergência. Uma porta blocking descarta dados de verdade. O que não acontece é a eleição rodando em tempo real com troca de BPDU e recálculo — mude a prioridade e o resultado se aplica, mas você não observa a convergência acontecendo.

Port-Channel/LACP sobrevive à queda de um membro, de verdade. Configure o canal nas duas pontas de 2+ cabos entre o mesmo par de switches — derrube um membro e o ping continua atravessando pelo outro, sem reconfigurar nada.

3. Camada 3 (L3) — SIMULADO, com roteamento estático

ComportamentoSituação
Tabela de rotas: connected + estáticasSIMULADO
Administrative Distance (menor vence)SIMULADO
Gateway padrão de hostSIMULADO
Roteamento inter-VLAN por SVI / router-on-a-stickSIMULADO
TTL / detecção de loop de roteamentoSIMULADO
NAT PAT (overload) inside→outsideSIMULADO
OSPFSIMULADO — ver §8
VRRP/HSRPSIMULADO
BGPRESPONDE, NÃO SIMULA

VRRP/HSRP elege o master de verdade, e o roteamento obedece. O motor recalcula, a cada mudança, quem é MASTER entre os elegíveis e passa a resolver a VIP para ele — derrube a interface dele e o backup assume, sem o usuário reconfigurar nada.

4. DHCP — SIMULADO

O DORA completo, e é uma das partes mais fiéis.

ComportamentoSituação
Discover → Offer → Request → AckSIMULADO
Múltiplos pools, casando com a sub-rede do clienteSIMULADO
Exclusões do pool e globaisSIMULADO
Relay entre sub-redes via helper-addressSIMULADO
Host com IP estático ignora o DHCPSIMULADO
Tempo de lease, T1/T2, renovação realPARCIAL — o tempo é rótulo, não relógio

5. Firewall e ACL — SIMULADO

Duas plataformas de firewall, dois modelos de decisão — não são variações de sintaxe, são formas diferentes de pensar segurança.

PlataformaComo decidePadrão de fábrica
Cisco ASAsecurity-level: zona mais confiável alcança a menos confiávelinside→outside passa
FortiGate (FortiOS)Lista ordenada, first-match, deny implícito no fimnada passa

Um FortiGate recém-criado não encaminha um único pacote — e a mensagem de bloqueio diz exatamente isso, com o comando para resolver. É a lição central do FortiOS.

ACL (IOS/ASA)Situação
permit/deny com máscara curinga, first-matchSIMULADO
Protocolo (tcp/udp/icmp) e porta de destinoSIMULADO
ACL aplicada a interface (in/out)SIMULADO

O que "TCP/80 passa" significa aqui. Significa que o caminho permite tráfego TCP na porta 80 — não que existe um servidor web respondendo. Não há serviços L4 escutando, nem handshake, nem sessão.

6. Tráfego de rede — SIMULADO

Nenhum pacote é inventado: todo pacote animado tem uma linha de configuração sua que o justifica.

PacoteNasce deCadência real
ARP request/replyhost com IP e gatewaycache de 4 h
DHCP Requesthost em modo dinâmicoT1 = 50% do lease
BPDUspanning-tree habilitado2 s
CDPdois equipamentos Cisco60 s
LLDPdemais combinações de marca30 s

Os períodos são os verdadeiros — a UI só acelera o relógio. Topologia sem configuração produz plano vazio, com a nota explicando o silêncio.

7. Wireless — o AP é um host; o rádio não existe

O ponto onde a plataforma promete menos do que o ícone sugere.

ComportamentoSituação
AP entra na VLAN da porta do switch e trafegaSIMULADO
AP pega IP por DHCP como qualquer hostSIMULADO
SSID, RF, associação de cliente, roamingAUSENTE

8. OSPF — SIMULADO (níveis 1 e 2)

ComportamentoSituação
Router-ID, adjacência entre vizinhos diretosSIMULADO
Máscara curinga (não confundir com máscara de sub-rede)SIMULADO
Sub-redes/áreas diferentes impedem vizinhançaSIMULADO
Custo por banda + Dijkstra até cada redeSIMULADO
Rota instalada com AD 110, perdendo para estática (AD 1)SIMULADO
Múltiplas áreas (ABR/ASBR, LSA, virtual-link)AUSENTE

Por que multi-área ficou de fora, e não "aproximado". Sem equipamento real para validar, um OSPF multi-área pela metade produziria rotas plausíveis-mas-erradas — pior que nenhum, porque o erro é invisível para quem está aprendendo. Configure duas áreas e o motor não forma vizinhança entre elas, e diz o motivo.

9. O que responde mas não mede

Lista honesta do que devolve saída sem lastro.

Inofensivo (mantido): show flash, terminal monitor, banner de boot, write memory — um equipamento real responde a esses comandos sem que a resposta ensine nem engane.

O RTT do ping no terminal mede de verdade — usa a latência configurada nos cabos do caminho; determinístico, o mesmo caminho dá sempre o mesmo tempo.

Declarado na própria tela: o Inspetor de Pacotes é uma reconstrução didática do resultado do ping, não uma captura byte-a-byte — e o rodapé do painel diz isso ao usuário.

Toda mudança de comportamento de CLI passa por verificação documental na marca antes de virar código — regra do projeto, sustentada por teste.

Quer conferir o simulador com essas regras na prática?

Acessar o sistema →