O que o InfraLab é, para quem serve, o que entrega — e o que não entrega.
Uma plataforma web de treinamento em redes que combina três coisas que costumam vir separadas:
Tudo no navegador. Sem hardware, sem VM, sem instalação.
| Público | Uso |
|---|---|
| Escolas técnicas e cursos de redes | Laboratório sem custo de hardware; cada aluno com a própria topologia |
| Times de infraestrutura | Treinar mudança antes de aplicar em produção; onboarding de gente nova |
| Candidatos a certificação | Praticar sintaxe por marca e resolver cenários |
| Autodidatas | Trilha do zero até troubleshooting |
A maioria dos simuladores modela um fabricante e aproxima o resto. Aqui, cada dispositivo só aceita a sintaxe da própria marca — como aconteceria no campo.
447 comandos catalogados:
| Marca | Sistema | Comandos aceitos | Exclusivos |
|---|---|---|---|
| Aruba | ArubaOS-CX | 300 | 43 |
| Cisco | IOS / IOS-XE | 275 | 45 |
| Huawei | VRP | 262 | 94 |
| HP | ProVision / ProCurve | 246 | 6 |
Um switchport access vlan 10 num switch Aruba é recusado, com a mensagem de erro nativa. É esse tipo de rigor que transfere para o equipamento real.
Além das quatro marcas, dois firewalls com sintaxe própria, que ensinam filosofias opostas de decisão:
| Plataforma | Como decide o que passa |
|---|---|
| Cisco ASA | Por security-level: de zona mais confiável para menos confiável passa por padrão |
| FortiGate (FortiOS) | Por lista ordenada com deny implícito — de fábrica não passa nada até existir política |
Cada comando novo passa por verificação documental na marca antes de entrar. Regra do projeto, não boa intenção. E todo comando do terminal tem explicação didática em português — um teste reprova a publicação se um comando entrar sem material.
running-config realPublicamos os limites porque um simulador de treinamento que esconde os próprios limites ensina coisa errada.
| Não entrega | Situação |
|---|---|
| OSPF multi-área | Área única funciona de verdade. Multi-área não: duas áreas vizinhas não formam adjacência, e o motor diz o motivo em vez de inventar uma rota. |
| BGP | Só sintaxe. router bgp é aceito e não gera rota nem sessão com vizinho. |
| VRRP / HSRP | Simulado — eleição de master e failover de gateway funcionam de verdade. |
| Wireless | O AP participa da rede como host na VLAN da porta. SSID, RF, associação e roaming não são modelados. |
| Desempenho | O motor responde "chega ou não chega, e por quê" — não mede banda, fila ou jitter. |
| IPv6 na simulação | O CLI aceita; o motor é IPv4. |
| QoS com efeito | Comandos existem, sem efeito no encaminhamento. |
| Captura de pacotes real | O inspetor é reconstrução didática, e diz isso na própria tela. |
Mais de 500 testes automatizados, executados antes de cada publicação, junto com verificação de tipos. Nenhuma versão vai ao ar com teste quebrado.
Os testes descrevem comportamento — e incluem controles negativos: quebram a configuração de propósito e exigem que a rede falhe. Um simulador que só sabe dizer "funcionou" não prova nada.
Alguns testes não verificam a rede: verificam a própria honestidade da plataforma. Nenhum comando pode existir no terminal sem material de aprendizado; nenhuma descrição pode estar em inglês.
Motor de simulação headless, separado da interface: quem decide se um pacote passa é sempre o mesmo código, seja no ping, no Tracer ou na animação de tráfego. Isso é o que impede a plataforma de contar duas histórias diferentes sobre a mesma rede.
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